A LOUCURA FEMININA EM QUESTÃO EM

JANE EYRE E WIDE SARGASSO SEA

 

Lucia de La Rocque – UERJ/LEAS/ IOC/ FIOCRUZ

Leila Assumpção Harris – UERJ

 

 

A relação entre a opressão sofrida pelas mulheres e sua conseqüente loucura só começou a ser analisada por Sigmund Freud no fim do século dezenove, quando a literatura, principalmente a de autoria feminina, tomando a frente das descobertas científicas, já denunciava a repressão da mulher pelo poder patriarcal como responsável pela emergência da loucura feminina. No entanto, depois do advento das idéias psicanalíticas, a nova compreensão, por parte da mulher, de seu estado de opressão, resulta, através do século vinte, numa literatura de cunho feminista que, não raro, descreve mulheres enlouquecidas pelo exíguo papel que a sociedade lhes permite. Tais obras recebem não somente forte influência de Freud e seus seguidores e contestadores, como Lacan e Jung, como também são marcadas decisivamente, à medida que o século progride, pelas leituras críticas feministas destes expoentes da psicanálise.      

Os anos sessenta foram particularmente frutíferos em trabalhos de autoria feminina que lidam com a questão da loucura da mulher; como diz Monika Kaup[1] em relação ao tratamento do tema nesta época, “Há uma mudança do modo de escrever em direção a uma perspectiva interior da loucura...A posição da personagem louca é deslocada das margens da narrativa para o centro; ela, que possuía geralmente o status de duplo, passa ao de protagonista”[2]. Entre todas as protagonistas sadias acompanhadas de suas duplas loucas as mais conhecidas são inquestionavelmente as concebidas, muito antes do desenvolvimento da psicanálise, por Charlotte Brontë em Jane Eyre[3] (1847).Esta dupla é constituída por Jane, a heroína homônima da obra, e Bertha Mason, a louca animalizada que impede a união entre Jane e seu amor, Rochester, já que este havia sido levado a casar-se com Bertha e dela não podia separar-se desde que sua loucura havia sido clinicamente decretada. Jane Eyre é lido como um “Bildungsroman,” e Bertha é vista por muitos como a parte “selvagem” de Jane, aquela que a heroína tem que aprender a reprimir para que possa se desenvolver como ser humano e atingir assim a plena felicidade.

 Considerando, então, a influência precursora de Jane Eyre como representação literária da loucura feminina, não é surpreendente que várias sucedâneas de Bertha tenham aparecido entre as personagens loucas forjadas pela escrita feminina nos anos sessenta em diante; no entanto, a reescritura mais paradigmática de Jane Eyre é, sem dúvida, Wide Sargasso Sea (1966), da dominicana Jean Rhys. Assim, se em Jane Eyre, Charlotte Brontë descreve Bertha, a louca encarcerada no último andar, como um animal rastejante e desarticulado, em Wide Sargasso Sea, Jean Rhys documenta o processo de enlouquecimento de Antoinette (Bertha), dando-lhe a voz e a vez, assim criando, como muitos afirmam, “um passado para Bertha”. No presente trabalho, comparamos a idéia da loucura feminina na ótica destas duas autoras. Enquanto Brontë encara a locura feminina como conseqüência dos excessos românticos, Rhys retrata a loucura da mulher como um dos construtos patriarcais que objetivam, em seu bojo, abafar a livre expressão da voz feminina.

Rhys, ao ler Jane Eyre décadas antes de escrever Wide Sargasso Sea, ficou tão impressionada com a personagem da louca Bertha, a quem na obra de Brönte são atribuídos epítetos como “ o demônio”, “a hiena vestida”, e outros de igual veemência, que ela se pronunciou desta forma a respeito da infeliz personagem:

 

Ela ( Bertha) para ser plausível deve ter pelo menos um passado, o motivo pelo qual o Sr Rochester a trata tão mal e se sente justificado, o motivo pelo qual ele pensa que ela é louca e porque naturalmente ela fica louca, e mesmo a razão pela qual ela tenta atear fogo na casa toda, e no final consegue.[4]

 

Estas questões, então, levaram Rhys a escrever o que viria a ser a sua última obra, contando a história de Antoinette (o nome da louca de Jane Eyre é Bertha Antoinetta), antes de ser encarcerada como louca perigosa. Conforme Stanford Sternlicht explica:

 

Wide Sargasso Sea é diferente da maioria das reescrituras de clássicos anteriores porque repudia sua obra precedente, acusando Edward Rochester , expondo–o como um caráter que em nada merece a compaixão de Brönte, a aceitação de Miss Eyre, e o final feliz que lhe cabe na obra–prima vitoriana.[5]

 

Rhys consegue fazer esta acusação de forma magistral dividindo sua obra em três partes, e alternando a narração das mesmas entre Antoinette e seu marido, a quem daremos, apesar de ele permanecer anônimo em Wide Sargasso Sea, o nome de seu correspondente Rochester, em Jane Eyre,. Esta mudança de narradores nos permite sentir tanto a situação de Antoinette quanto a de “Rochester”, e que percebamos que, apesar de o rapaz inglês ser também uma vítima da sociedade, casando-se por imposições familiares, a jovem “creole” jamaicana é a grande injustiçada nesta história. Sua condição de mulher jovem, fruto de uma sociedade em decadência – a dos “creoles” brancos – no período em que se seguiu ao “Ato de Emancipação”, que aboliu a escravatura nas colônias inglesas, torna-a particularmente vulnerável, fazendo dela um joguete útil mas descartável nas mãos da sociedade patriarcal.

Antoinette desde o início do livro revela sua vulnerabilidade, resultante de sua condição de isolamento e da conseqüente solidão, sua única e fiel companheira. As primeiras observações da narradora são: “O ditado diz: a união é necessária em períodos difíceis, e os brancos se uniram. Mas nós não pertencíamos ao grupo deles. As senhoras jamaicanas nunca haviam aprovado minha mãe”[6]. Ficamos então sabendo que a mãe da narradora, Annette Cosway, oriunda da Martinica, era a segunda mulher de seu pai e bem mais jovem que ele; a juventude e extrema beleza da estrangeira eram um motivo de desagravo para as senhoras jamaicanas. Este desprezo ainda aumentara o abandono e isolamento da família depois da morte do Sr Cosway, que ocorrera muito próxima ao Ato de Emancipação. A antiga família de donos de plantações, portanto, encontrava-se numa pobreza lastimável, auxiliada por pouquíssimos ex–escravos, que resolveram lá permanecer. Assim a narradora se refere à decadência de sua propriedade “Nosso jardim era enorme e lindo como o jardim da Bíblia – a árvore da vida lá crescia. Mas ele se tornara selvagem....Toda a propriedade de Coulibri se tornara selvagemcomo o jardim. Não havia mais escravidão – porque alguém deveria trabalhar?”[7].

Annette, dona de uma propriedade decadente e com um filho seriamente doente, Pierre, não tem disposição nem carinho para a narradora, que toma então como figura materna uma ex- escrava, Christophine, que lhe arruma uma amiga da mesma idade, Tia. No início, Tia e Antoinette se dão muito bem, mas na primeira rusga das crianças revela-se o problema racial em toda a sua extensão. A narradora chama sua amiga de “Negra trapaceira”, e ela, vingativa, replica:

 

Vocês são pobres como mendigos...A sua casa velha está cheia de goteiras... Há muitos

brancos na Jamaica. Brancos de verdade, eles têm dinheiro, têm ouro...Ninguém

visita vocês...Os antigos brancos só são negros brancos agora, e os negros pretos são

melhores que os negros brancos.[8]

 

Tia dá, então, o troco à narradora, literalmente pintando com tintas raciais a situação de pobreza dos Cosway. Esta se torna tão aguda que a mãe da narradora, Annette, resolve sair do seu estado de depressão e casar-se com o nouveau riche Mason, que logo começa a fazer melhorias em Coulibri. Mason tem o olhar condescendente e ao mesmo tempo superior do colonizador em relação aos negros – ele os vê como crianças preguiçosas - e não sente o clima hostil dos trabalhadores da propriedade, que se ressentem com a nova prosperidade da família. Annette, antiga dona de escravos e muito mais experiente em relação aos ódios raciais, implora a Mason que saiam da propriedade, mas ele não dá importância a seus receios, até que um dia a tragédia acontece: os trabalhadores incendeiam Coulibri. No incêndio, Pierre, o irmão doente de Antoinette, morre, e Annette enlouquece, sendo relegada numa casa isolada, com um casal de criados; o homem, saberemos depois, irá abusar dela, que, sozinha e louca, não terá condições de reagir.

O estigma da loucura da mãe começa a pesar na narradora muito cedo; quando ela vai até a escola no convento onde passará o resto da sua infância e sua adolescência, é perseguida por crianças que lhe dizem : “Vejam a menina maluca, você é maluca como sua mãe...Sua mãe anda sem meias e sapatos nos pés...Ela tem os olhos de zumbi e você também[9]. No convento, entretanto, Antoinette, que em criança sempre perseguira a segurança, encontra o seu “refúgio, um lugar de sol e morte onde muito cedo pela manhã um sinal a todas despertava...”[10]. A rotina cheia de contrastes de “luminosidade” e “escuro”- as flores, os hábitos das freiras - que passa a traduzir a vida de Antoinette no convento a acalma, mostrando-lhe um mundo em que os opostos convivem em paz, em que freiras negras e brancas vivem em harmonia, um mundo totalmente diferente do permeado pelo ódio e pelo preconceito racial no qual a menina até então vivera. A primeira parte termina com a narradora já mocinha, numa das visitas do padrasto, recebendo a notícia de que deixará em breve o convento para viver no mundo “lá fora”, o que a deixa com um forte sentimento premonitório de que algo terrível lhe acontecerá.

Rhys fecha a parte introdutória de Wlde Sargasso Sea com Antoinette angustiada a respeito do seu futuro fora da segurança dos muros do convento, e já abre a parte seguinte com a protagonista casada, a caminho de sua lua–de–mel; e é o jovem que desposa, “Rochester”, que narra esta parte. Desde o início, sentimos o desconforto do narrador diante da exuberância tropical do lugar, tão divergente de sua Inglaterra nativa, como fica claro nestas suas ponderações, elaboradas durante a viagem até Granbois, antiga propriedade da família de Antoinette:

 

Tudo é demais, eu sentia à medida que cavalgava penosamente atrás dela. Azul

demais, roxo demais, verde demais. As flores são vermelhas demais, as montanhas

altas demais, as colinas perto demais. E a mulher é uma estranha. A sua expressão

suplicante me amola[...]...Querido pai. As trinta mil libras me foram pagas sem

perguntas ou exigências. Não foi feita nenhuma provisão para ela[...]Eu tenho uma

modesta fortuna agora. Eu nunca serei uma desgraça para você e meu querido irmão

que você ama tanto[...] Eu vendi minha alma ou você a vendeu e, afinal de contas, é

uma troca tão ruim assim? Dizem que a moça é muito bonita, ela é de fato muito

bonita, e no entanto...[11]

 

A referência a trinta mil libras não é gratuita, pois remete-nos imediatamente às trinta moedas de prata com que Judas, delatando Cristo, vendeu sua alma ao diabo, assim como o marido de Antoinette considera também ter vendido a sua, através do casamento de conveniência com a jovem “creole”. “Rochester,” um filho mais novo sem perspectiva de fortuna, como seu correspondente em Jane Eyre, possui um pai que, apesar de decidir deixar tudo para o filho mais velho “por não tolerar a idéia de dividir sua propriedade”, “também não podia tolerar a idéia de que um filho seu fosse pobre”, e, portanto, o pai acreditava que “ele teria que se arranjar através de um casamento rico”. [12]

Maneira nada propícia de iniciar um casamento; no entanto, apesar de todas estas obstáculos, no começo da lua–de–mel o jovem casal conhece um arremedo de felicidade. Antoinette, que sempre ansiara por segurança, passa a sentir-se bem com seu marido, confessar-lhe seus medos, confiar nele quando ele lhe assegura que, na sua companhia, estaria sempre a salvo. “Rochester”, entretanto, confessa: “...eu não a amava. Eu estava sedento por ela, mas isto não é amor. Eu sentia muito pouca ternura por ela, ela era uma estranha para mim, uma estranha que não pensava ou sentia como eu”[13]. A verdade é que Antoinette, jovem romântica e solitária, apesar de estar no início muito temerosa a respeito do casamento, que havia sido combinado pelo filho de seu padrasto, acaba apaixonando-se por “Rochester”, que assim descreve seu processo de entrega: “[...]ela tinha cedido, aparentemente sem vontade, tentando proteger-se através do silêncio[...] Armas pouco eficientes, que pouco haviam durado. Se eu havia esquecido o cuidado, ela havia esquecido o silêncio e a frieza”[14]. Mais adiante, ele ainda é mais claro a respeito da entrega apaixonada de sua mulher: “Logo ela estava tão sôfrega quanto eu pelo que se chama de amor”.[15]

Como Monika Kaup afirma, Antoinette cai numa “servidão sexual” em relação a seu marido, o que lhe custará caro, pois quando ele recebe uma carta difamatória, da parte de um pretenso meio-irmão por parte de pai a respeito da família da mulher, “Rochester” passa a suspeitar que a sensualidade de Antoinette é perigosa, pois ela pode tornar-se louca e promíscua como sua falecida mãe havia sido. Tal correlação, carregada do mais gritante preconceito patriarcal, reflete a errônea idéia “científica” da época, de que a loucura era puramente hereditária, transmitida pela mulher e ligada à expressão de sua sexualidade. Vítima deste preconceito, Antoinette, desesperada com o afastamento do marido, pede a Christophine, a antiga criada que havia sido uma mãe para ela e que agora morava em Granbois, que lhe dê algo para trazer o marido de volta. No entanto, a poção de amor “obeah” preparada por Christophine , baseada nos ritos mágicos da região, , não funciona como a moça pretendia; o casal tem mais uma noite de amor junto, mas quando “Rochester” acorda, ele se sente muito mal e percebendo o que acontecera, odeia ainda mais a mulher. Antoinette, cujo sentimento de amor rechaçado transforma-se em ódio, passa a refugiar-se na bebida e a adquirir as características da louca Bertha de Jane Eyre, descrita como tendo um temperamento “violento e despropositado.”[16]. Seu marido, que significativamente, passa a chamá-la de Bertha – um nome inglês que reprime as conotações sensuais do nome real da moça – intencionando remover por completo sua identidade, decide tirar a mulher do lugar que ela tanto ama e levá-la para a Inglaterra, para a ilha fria de cuja existência Antoinette por vezes parecia duvidar. Arquitetando o exílio e o encarceramento de sua mulher, ele pensa a respeito dela: “Criatura tola e vaidosa. Feita para o amor? Sim, mas ela não possuirá nenhum amante, pois eu não a quero e ela não verá mais ninguém”[17]. Então, se em Jane Eyre Bertha só aparece como empecilho à concretização do amor sincero que Rochester sente pela casta heroína, em Wide Sargasso Sea descortina-se a incoerência de “Rochester”, que, incapaz de amar e entender a mulher, ainda assim, de um modo tipicamente masculino, encarando-a como sua propriedade privada, certifica-se que ela jamais se envolva com nenhum outro homem.

A segunda parte de Wide Sargasso Sea se encerra com o casal deixando Granbois; na terceira e última parte, que se concentra nos sentimentos e devaneios de Antoinette enquanto prisioneira do também terceiro e último andar da mansão Thornfield, propriedade de seu marido, o paralelismo entre este romance e Jane Eyre atinge seu ponto máximo, juntamente como a condenação de Rhys ao tratamento de Bertha no romance de Brönte. Neste último, a sensualidade de Bertha é execrada; ela é descrita por seu marido como uma esposa ao mesmo tempo “imoderada e lasciva”[18], e Rochester chega mesmo a afirmar que “os excessos dela haviam prematuramente desenvolvido os germes da insanidade”[19]. Em Wide Sargasso Sea, a sensualidade de Antoinette é uma expressão natural do amor que sente pelo marido, e quando ela parafraseia a expressão do Rochester de Jane Eyre, perguntando-se se um vestido vermelho que possuía “a fazia parecer imoderada e lasciva”[20], como seu marido a classificara, podemos sentir, conforme Sternlicht diz, a intensa identificação de Rhys com “ a Outra mulher, oriunda das Antilhas, que ela viu como vítima da opressão patriarcal e do horror da sexualidade feminina no romance de Brönte” [21].

A parte final de Wide Sargasso Sea está permeada de imagens relacionadas ao fogo, incorporando uma força vital, impossível de ser controlada, e que pode ser vista como correspondente ao mágico mundo tropical, colorido e sensual de Antoinette, em contraste com a Inglaterra fria e controlada de “Rochester”. O vestido de Antoinette é vermelho, e as “flamas lindas” do fogo a fascinam, esquentando a gélida prisão que é seu quarto. Mas é o sonho final da moça que concentra estas imagens ardentes, pois neste ela, como a Bertha de Jane Eyre, efetivamente toca fogo em Thornfield. Neste sonho, misturam-se várias imagens do passado de Antoinette, como as do incêndio que destruiu Coulibri, a fazenda onde passara a infância, com as de sua prisão atual, e, significativamente, nele Antoinette se depara com Bertha, “o fantasma”, “a mulher com abundante cabelo ondulado”[22]. Ela se confunde com sua correspondente vitoriana, dizendo: “O vento arrepiou meu cabelo e suas ondas tremularam como asas. Elas até poderiam me sustentar, eu pensei, se eu saltasse para as pedras lá em baixo”[23]. Após acordar do sonho, Antoinette diz: “Agora eu finalmente sei porque fui trazida para cá e o que eu preciso fazer”, e o livro termina com a moça aproveitando o sono profundo da sua guardiã para roubar suas chaves e sair do quarto, segurando uma vela. Assim, a ação em Wide Sargasso Sea antecede o tempo narrativo de Jane Eyre, pois termina antes do ato incendiário de Antoinette, tal ato só sendo efetivamente executado por Bertha no romance vitoriano. Como Sylvia Maurel explica, comparando os dois romances: “A diferença mais importante é que, no cenário onírico de Antoinette, a morte é habilmente eliminada. Jean Rhys substitui a macabra visão do corpo desmembrado de Bertha [.....] por uma imagem mais positiva de vôo”[24]. Embora Rhys não descreva o suicídio de Antoinette, o final do livro nos induz a acreditar no mesmo; no entanto, a imagem onírica de seus cabelos como asas nos leva a aproximar seu vôo fatal do de Ícaro. Enquanto o mitológico personagem morre tentando alcançar o sol, a heroína de Rhys morre ao escapar da prisão patriarcal, que a oprime e não a deixa viver sob o sol de sua liberdade. É preciso lembrar que o incêndio induzido por Antoinette também irá destruir Thornfield e sua morte é portanto, duplamente gloriosa, pois, ao mesmo tempo em que a liberta, destrói totalmente a jaula do patriarcado que a encarcera.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

BRÖNTE, Charlotte. Jane Eyre. Harmondsworth: Penguin Books, 1994.

GILBERT, Sandra & GUBAR, Susan. The Madwoman in the Atitic: The Woman Writer and the Nineteenth century Literary Imagination. New Haven: Yale University Press, 1984.

KAUP, Monica. Mad Intertextuality: Madness in Twentieth century Women’s Writing. Trier: Wissenschafthcher Verlag Trier, 1993.

MAUREL, Sylvia. Jean Rhys. London: MacMillan Press LTD, 1998.

RHYS, Jean. Wide Sargasso Sea. New York: W.W. Norton & Company, 1982.

STERNLICHT, Sanford. Jean Rhys. New York: Simon Schuster MacMillan, 1991.

 



[1]KAUP, Monica. Mad Intertextuality: Madness in Twentieth century Women’s Writing. Trier: Wissenschafthcher Verlag Trier, 1993.

[2] Idem, p. 93.

[3] BRÖNTE, Charlotte. Jane Eyre. Harmondsworth: Penguin Books, 1994.

[4]MAUREL, Sylvia. Jean Rhys. London: MacMillan Press LTD, 1998. p. 143.

[5]STERNLICHT, Sanford. Jean Rhys. New York: Simon Schuster MacMillan, 1991.  p. 104.

[6]RHYS, Jean. Wide Sargasso Sea. New York: W.W. Norton & Company, 1982. p. 5.

[7] Idem, p. 19.

[8] Idem, p. 24.

[9] Idem, p. 50-51.

[10] Idem, p. 51.

 

[11] Idem, p. 70.

[12] BRÖNTE, Charlotte. Jane Eyre. Harmondsworth: Penguin Books, 1994. p. 302.

[13]RHYS, Jean. Wide Sargasso Sea. New York: W.W. Norton & Company, 1982. p. 93.

[14] Idem, p. 91.

[15] Idem, p. 92.

[16] BRÖNTE, Charlotte. Jane Eyre. Harmondsworth: Penguin Books, 1994. p. 303.

[17]RHYS, Jean. Wide Sargasso Sea. New York: W.W. Norton & Company, 1982. p. 164.

[18] BRÖNTE, Charlotte. Jane Eyre. Harmondsworth: Penguin Books, 1994. p. 304.

[19] Idem, ibid.

[20]RHYS, Jean. Wide Sargasso Sea. New York: W.W. Norton & Company, 1982. p. 186.

[21]STERNLICHT, Sanford. Jean Rhys. New York: Simon Schuster MacMillan, 1991. p. 105.

[22]RHYS, Jean. Wide Sargasso Sea. New York: W.W. Norton & Company, 1982. p. 188.

[23] Idem, p. 189-190.

[24]MAUREL, Sylvia. Jean Rhys. London: MacMillan Press LTD, 1998. p. 141.